Os polvos

Foi na Dinamarca que o pai de um bebé prematuro deu início a este projecto, agora difundido pelo mundo fora.

Ainda na barriga, o bebé sente o impulso de agarrar e puxar o que apanha (o cordão umbilical, as próprias mãos, a cara e restante corpo). Quando estão na incubadora a tendência é puxar os fios e tubos a que estão ligados. Ora estes amigos vêm evitar que isso aconteça com um abraço: tranquilizam os pequenos recém-nascidos, fazendo-os “voltar” à segurança do útero na companhia do seu cordão umbilical (agora substituído pelos tentáculos dos polvos).

São muitas as crocheteiras que aderiram a esta causa, agulhando os polvos que serão entregues em Hospitais com Serviço de Neonatologia pela Associação Migos, que recebem os polvos de particulares ou a partir de diversos grupos organizados para este fim, como é o caso do grupo de Facebook “O Gang do Polvo“.

Existe um modelo padronizado que deve ser seguido por motivos de segurança, e que se encontra disponível no site da associação.

Como noutras campanhas, também aqui é aconselhavel entrar em contacto com grupos ou associações já organizados, de forma a que sejam seguidos protocolos para “não atrapalhar na tentativa de ajudar”.

Cá em casa, também eu recebo a ajuda destes polvos. Neste momento, em repouso por gravidez de risco e com possibilidade de parto prematuro, era urgente manter a cabeça ocupada, preferencialmente, de forma útil.

Aconselho a quem tenha um tempinho e alguns conhecimentos em crochet, a aderir e rodear-se destes bichinhos tão, tão lindos.