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Xailes e Mia!

Os dias andam cheios! Cheios de obrigações, daquelas que não podes passar para amanhã.
…e quando assim é, fazer algo que sai da lista de afazeres passa a ser uma necessidade. Sem isso as obrigações ficam pesadas. Mesmo as que te dão prazer acabam por demorar mais tempo a cumprir, porque o relógio pára! Os dias ficam aborrecidos e a criatividade é puxada a ferros!

Dito isto, reservei os serões para quê?? ..para quê?? …exacto! Xailes e Mia!

xailes

xaile red

mia dormir no sofá

xaile azul laranja e rosa

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xaile red 2

xaile cinza

Mia boceja

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Oficinas de “Agulhanço” – Entre agulhas e linhas

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Já conhecem A Grande Questão? Não??! Ahhhh… shame on you!

É um centro de explicações em Estremoz, mas que eu sei que todos gostariam de o ter por perto!! Ora além das explicações, esporadicamente, também desenvolvem actividades. E como só desenvolvem actividades espectaculares(!), eu tive que participar! Integradas num plano com oficinas nas áreas da leitura/escrita e inglês/alemão ..lá estavam as agulhas. E que bem acompanhadas estavam!!

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Só pela qualidade dos cartazes (que foram desenhados pelo meu mano mais novo – um designer tão, tão, tão talentoso!) já se prevê a maravilha de oficinas a desenvolver!

Foi a primeira vez que dei oficinas de agulhar com desta dimensão. Já o queria fazer há muito tempo, mas foi sendo adiado.. Este Verão concretizei esse desejo. Peguei na caixa de costura (e muuuito mais) e lá fui passar cerca de sete semanas à Grande Questão!

Houve oficinas de iniciação das mais diversas agulhas e formas de agulhar. E foi tão bom!!!
Foi sem dúvida, das actividades mais gratificantes que desenvolvi enquanto artesã e não é graças a mim e ao meu trabalho directamente, o que me enche de alegria e orgulho é vê-lo espelhado nas peças lindas desenvolvidas pelas crianças que ensinei. Foi ver aumentar nelas o prazer de agulhar, ir à retrosaria local e ficar a saber que já lá tinham ido comprar material porque andam a explorar os conhecimentos em casa. Foi chegar ao último dia e perceber que as conquistei e passar a receber cumprimentos deliciosos na rua quando me cruzo com elas! …que orgulho!

Vou levantar um pouquinho o véu para que possam espreitar como foram as aulas. Mais tarde apresentarei cada uma das oficinas com maior pormenor.

Oficina de Iniciação à Costura (à mão):
1 Costura 4 - mint

3 costura 1 - mint

Oficina de Iniciação ao Bordado:
4 Bordado 27 - mint

4 Bordado 4 - mint

3 bordado 7 - mint

Oficina de Iniciação à Tecelagem:
Tecelagem 2 - mint

Tecelagem 27 - mint

Oficina de Iniciação ao Crochet:
Crochet (8) - mint

Crochet (14) - mint

Oficina “Vamos fazer cordão!”:
Vamos fazer cordão! (20) - mint

Oficina de Costumização de roupa – reutilizar e transformar:
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Oficina de Iniciação ao Macramé e outros nós:
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Mantas e coisas quentes..

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Ontem, ao final do dia, fui atacada por uma enorme onda de nostalgia.. A TPM que se apoderou de mim, o cansaço provocado pelo festival e o regresso ao conforto do ninho deixaram-me tão ranhosa e dramática que não me aturo! Hoje o dia fez questão de aguçar ainda mais o meu estado de espírito e apareceu cinzento e ventoso.

Fiquei com a estranha sensação que se tratava de um dia quente de Inverno. E assim tenho estado todo o dia: com vontade de mantas e sofá, de chá e papas de aveia e ver folhas secas lá fora plo chão (claro que não consegui concretizar nenhum destes desejos, afinal estou nostálgica(!), não estou maluquinha!!) Mas, lá está …continua a apetecer.

Sem luz para fotografar as novidades para a loja, sem vontade de agulhar e com dores, dei por mim a ler posts antigos e a tentar perceber porque raio parei eu de escrever. Mais tarde, quando voltar a acordar assim, não terei o que ler, não vou recordar (que a memória sem bengala é péssima) e isso não pode ser!!

E como o tempo passa a correr! Num desses posts antigos encontrei fotografias da M. a “agulhar”. Foi há 3 anos e ela fartava-se de enrolar lãs e linhas às mãos e mostrar os resultados muito orgulhosa!
Hoje já agulha a sério! Aqui mesmo ao meu lado! Agora sou eu quem baba de orgulho.

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Observo-a e ela nem dá conta que estou a fazer contas de cabeça para tentar compreender como é que ela cresceu tanto durante aquilo que me parecem ser uns quantos meses (sim, passaram tão rápido que me custa chamar-lhes anos).

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Olho para ela e desejo mais intensamente que às mantas e coisas quentes, que daqui por três anos a minha grande pequena M. continue a querer agulhar perto de mim.

os nossos rituais …pessoais

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Assim como não sou casada (a jeito de continuação do post anterior), também não sou baptizada e não tive qualquer educação religiosa. Fui educada no sentido de manter uma mente aberta não só para respeitar as crenças de quem me rodeia, mas também para um dia poder adoptar uma para mim… e tenho, muitas. Não têm nome, nem datas, nem grandes rituais… algumas não têm sequer explicação =P

E foi por assim ser que, apesar de muito solicitados, nunca me entusiasmei com a realização de determinados artigos relacionados com religião.

Mas recentemente uma grande amiga que não vejo há muitos anos, espicaçou-me com uma encomenda especial. Queria uma toalha de baptizado para a sua afilhada, mas queria uma toalha com um bordado diferente do que é o habitual. Estremeci, torci o nariz e confesso que (com pouco entusiasmo) tive que ir pesquisar o que se tratava, perceber as medidas, os materiais, etc. Mas o “diferente do que é o habitual” conquistou-me e lancei-me ao projecto cheia de vontade.

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A verdade é que qualquer peça tem um significado maior que aquele que exige o ritual. Não são artigos religiosos, são presentes, representações do que sentimos pelas pessoas a quem as oferecemos, são (uma vez mais) marcos de momentos que se desejam eternizar. Revelam a importância que terceiros têm nas nossas vidas. E foi com essa crença (sim, porque acredito que cada peça que trabalho, detém em sim a energia que lhe deposito) que bordei a toalha da Filipa. E também foi por isso que a minha Tinas fez questão de procurar algo personalizado, que fosse mais parecido com ela e com o que quer transmitir à sua Filipa.

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…e nem faltou a fita para a vela.

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Posto isto, aceitam-se encomendas para toalhas de baptismo ;)

..gratidão.

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Não sou casada e nunca o fui, mas já reconheço bem esta vontade de agradecer a quem cuidou de nós quando o ‘testemunho’ é passado a outra pessoa.

Agradecer aos pais por nos terem construído desta forma e não de outra, por nos terem transmitido os valores que nos erguem enquanto pessoa e essencialmente por nos terem encaminhado para este caminho onde acabámos por nos cruzar com a pessoa que escolhemos para nossa família.

É a sensação do ‘trabalho’ estar completo, para ambos – pais e filhos. Sair debaixo daquela asa para, eventualmente, virmos a esticar uma nossa.

Não é um agradecimento vulgar, é um que queremos materializar para que não se esqueça, para que se possa olhar para ele e recordar o momento. Garantir que há uma cábula para quando a memória prega partidas. O sentimento deste amor imenso (que não tem término), está ali gravado!

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Estes lenços, são uma forma de transmitir essa gratidão. E neste caso concreto, são lenços para as mães dos noivos. São pequenos e delicados lenços bordados cheios, cheios de amor.

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Muitas, muitas felicidades, Raquel e Marlon!

a magia dos cogumelos – Shrooms

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Cogumelos. Nunca fui apanhar e tão pouco os reconheço, mas sempre adorei comê-los. Laminados em massas ou pizzas, assados no forno com alho e coentros, salteados com outros legumes, em empadas, em tartes.. adorava!! – no passado que ando desconfiada que passou a existir uma certa intolerância ao alimento. E talvez seja por isso que senti necessidade de os ver de uma forma que não a alimentar.

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Não é de hoje, esta vontade de os materializar em tecido, mas só recentemente arregacei as mangas e me caí com eles ..são temperados com alfazema(!), mas não são salteados ou assados. Estes são mágicos!!

Não! Também não chegam a ser alucinogénos. São somente mágicos! …er.. na verdade, “somente mágicos” não se aplica, já que a magia é algo imenso do tamanho daquilo que não vemos, mas em que acreditamos (seja lá o que for).

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E então é isso, estes cogumelos levam magia dentro de si, a magia que cada um de nós precisa para aquilo que é necessária. Quem quer um pouco de magia?

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Brevemente disponíveis na loja online em diferentes cores e padrões :)

Este é da pequena L

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Passei a chamar-lhe ‘little L’, depois de melhor conhecer a sua doçura. Uma menina tão pequena e leve, já com um coração tão grande.
Conheço a sua mãe desde sempre, amigas daquelas que não se largam.. assim éramos nós. Conhecendo-a, não lhe imaginava um rebento muito diferente, mas ainda assim a pequena L conseguiu surpreender-me de tão doce e meiga. Mas não façamos confusão! Meiga não é rosinha pálido(!) “faz-o-que-queremos” ou “não-faz-nada”, que a L tem as suas convicções! É mais um “faz-o-que-quiseres-desde-que-me-deixes-ficar-a-admirar-te”.

Um abracinho apertado com palmadinhas suaves nas costas para ti também, my sweet little L.

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Bordar mensagens

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“(…) Agora que me vou casar, fazes o favor de me levar ao altar?”

E que tal receber um ‘pedido de favor’ destes numa mensagem que permanecerá materializada para que a possamos visitar sempre!! ..porque a memória falha :P
Ter a possibilidade de ver no rosto do outro a emoção da noticia que pretendemos dar, sem perder pitada. Só observar… Ver os olhos brilhar, o sorriso a nascer. Não é emocionante?

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A Sofia, pediu-me este lenço para oferecer ao seu pai. E não imaginam a alegria que sinto em poder participar nestes momentos tão íntimos e importantes. Acreditem quando vos digo que agulho como se para mim fosse ..para amigos ou família.. nestes e em todos os outros trabalhos que realizo. Porquê? Porque amo o que faço, porque me envolvo ..porque me coloco no lugar do cliente e idealizo as suas expectativas, porque imagino o momento da oferta e deixo-me apaixonar mais e mais pelo artigo e pelos destinatários, pela história ou contexto que envolve o artigo. E isto faz diferença, na verdade faz toda a diferença ;)

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Muitas felicidades, Sofia :)

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Fazer pendant…

…ou pandã (como já encontramos nos dicionários de português), condizer …estas são expressões que só refiro com um determinado toque de ironia. Gosto mais de palavras como contrastar. Encontrar o elemento que briga, mas que complementa. Fazer pendant, NUNCA!! JAMAIS (parece-me mais adequado)!!

..mas “nunca digas nunca”, dizia-me a minha prima Inês …e cá estou eu a fazer coisas a condizer. Contudo ainda argumento: Condizer porque são um ‘conjuntinho’ (palavra que surge frequentemente na mesma frase que “fazer pendant”). Os tecidos combinam ..com cores que brigam!! AH! AH!

Enfim… cá estão eles!

A agenda:

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…e o notebook:

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Que juntos, ficam lindos!!

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