sonhar.. sempre a sonhar

Sonhar de pé, sonhar enquanto costuro rodeada de linhas, agulhas e ideias, sonhar na cozinha enquanto o bolo fresco sai do forno, sonhar enquanto abraço e aperto, aperto e aperto com vontade de não largar, sonhar no carro em andamento com brisa no rosto, sonhar com sonhos ainda maiores que os sonhos já alcançados…
Mas é enquanto teço a rede dos caçadores de sonhos que mais sonho… e sonho com sonhos lindos, luminosos e tranquilos. No fio deixo a vontade de proporcionar os mais mágicos sonhos para os pequenos sonhadores que recebem os caçadores de sonhos.
Este foi para uma Inês linda, que achou ter recebido um colar enorme para o seu pequeno pescoço =) 
Bons sonhos, Inês.

attrapeur de rêves

É de conhecimento geral que os bebés vêm de Paris, embrulhados em fraldas de pano e transportados nos bicos das cegonhas. Mas e quando é para as crianças ficarem em Paris?! …acho que se cumpre o ritual, mas dão só uma voltinha lá no céu e voltam ao mesmo lugar.

Este caçador voou, ele próprio, até Paris.. para daqui por pouco tempo oferecer lindos sonhos a uma menina, que só irá dar a tal pequena volta com a cegonha. ..afinal, tem o seu ninho logo ali.

uma rede para sonhar

Tecer a rede dos caçadores de sonhos é como terapia, imagino que corresponda a um momento de meditação. Garanto!

Tal como referi, num post anterior, consta na lenda que esta rede é capaz de filtrar as energias negativas, permitindo noites mais tranquilas. Eu gosto de acreditar que sim. Por estes dias, toda a ajuda é pouca!

Seja como for, é um lindo elemento decorativo. E este vai direitinho para o quarto de uma linda menina =)

há dias de todas as cores

Mas (como canta a M.) de todos o mais bonito, é sempre o dia da criança.
E o dia da criança deste ano foi marcado com um presente especial. O fim dos pesadelos da M.(!), que agora – protegida pelo passarinho, pela teia de sonhos e pelas suas chuchas (amigas inseparáveis durante três anos e uns meses) – dorme tranquilamente na sua cama.

o caçador de sonhos

Conta a lenda Ojibwa, que existiam duas tribos em guerra. A raiva e o rancor entre ambas, gerou energias negativas, que faziam com que as crianças tivessem pesadelos. A grande mãe búfala desceu à terra e pediu ao xamã da aldeia que fizesse um aro com um galho de salgueiro-chorão e deixasse uma aranha fazer uma teia dentro dele. O xamã obedeceu e pendurou o filtro no tecto da cabana na qual que as crianças dormiam. Como resultado, as energias negativas ficavam perdidas na teia e consequentemente presas, enquanto as boas energias sabiam para onde ir, passando pelo furo central. E aos primeiros raios de sol, as energias dissipavam-se no caçador de sonhos.
Era mesmo o que a M. precisava! 
Já há algum tempo que a minha M. vinha tendo pesadelos, e o pior – havia deixado as chuchas fazia poucos dias (porque já é uma linda menina crescida, que deixou a mãe cheia de orgulho) – mas continuava a querer mantê-las por perto, de forma a que a “continuassem a proteger”. Com o intuito de a ajudar fiz-lhe este caçador de sonhos com elas, para que tivesse um sono mais tranquilo.